Uma Viagem às Maravilhas da Noruega (I)

No ano passado, entre Setembro e Dezembro, quis o destino levar-me a Oslo. No meio dos afazeres profissionais que ali me levaram, pude constatar os partucularismos desta capital nórdica, bem como alguma da imensa beleza natural que caracteriza este simpático e relaxante país. Este é o primeiro de dois relatos alusivos a essa experiência:

Oslo é uma cidade que merece alguma paciência. Mesmo que o mais entusiasmado dos viajantes sinta um impacto inicial de estranheza, a cidade acaba por compensar-nos com a sua organização, com a sua quietude, mas acima de tudo com a sua indiscutível beleza. Oslo, para além da manifesta qualidade de vida, de resto plenamente evidente após um breve olhar observador, está repleta de zonas tremendamente apreciáveis. Desde a majestosa Karl Johanns Gate que, desembocando nos bonitos jardins do Palácio Real, detém o estatuto de passadiço principal; passando pelo Parque Frogner, com as suas assombrosas estátuas humanas, até à esplendorosa vista da fortaleza de Akershus para o cais da cidade. Com a devida excepção feita aos indefectíveis do típico rush citadino, Oslo é, por isto e por muito mais, um sítio onde apetece estar.

Não se pense, no entanto, que qualidade de vida da cidade é fruto único das boas acessibilidades ou da inata organização urbanística. Oslo é um sítio aprazível porque é, no sentido mais lato da palavra, uma cidade despoluída: a qualidade do ar e da água são fantásticas, o trânsito pedonal é doseado e fragmentado, mesmo nas artérias principais, e praticamente não existem engarrafamentos. Tudo isto numa cidade com uma população total de mais de 800 mil habitantes. Um exemplo.

Muito embora estes não se esgotem aqui, é na baixa da Oslo que se concentram boa parte dos seus motivos de interesse. Os mais emblemáticos edifícios da capital norueguesa, de estilo sóbrio mas marcante, estão em comunhão simbiótica com a cidade, e são ainda hoje amplamente referidos como pontos de passagem obrigatória, não só nos panfletos turísticos, mas também pelo comum norueguês, sempre pronto a recomendar cada um deles. Assim, é possível percorrer em pouco tempo um curto itinerário que de uma assentada nos dá a conhecer o City Hall, o Nobel Peace Center, o Teatro Nacional, o Stortinget (Parlamento), e a fortaleza de Akershus, sede do Ministério da Defesa. Contrariamente ao que possa ditar a sua nomenclatura, não é no Nobel Peace Center que ocorre a cerimónia anual de entrega do Nobel da Paz. Essa dá-se, em Dezembro, no City Hall, mesmo ali ao lado.

O passeio não pode todavia ficar completo sem a devida assimilação do conceito urbanístico da moderna zona comercial e habitacional de Aker Brygge. Aker Brygge é nada menos do que a zona in da capital norueguesa, também ela bem ao pé do City Hall e do Noble Peace Center. Com o seu estilo de construção hiper-sensível à modernidade, Aker Brygge faz jus ao estereótipo do design nódico. Tudo aquilo que lhe admiramos cá no sul está ali: os traços libertinos e trendy, as fachadas tão fashionably desalinhadas, e uma sumptuosa vista sob o cais da cidade que, meros transeauntes, só podemos imaginar.

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