O Mapa Mundial Mudou!!!

Após a implosão do Império Soviético, emergiu o poder hegemónico dos Estados Unidos e cuja liderança foi incontestada durante, pelo menos, uma década. Hoje, existe um enorme debate, entre os diversos especialistas, sobre se este quadro hegemónico ainda perdura, ou se estaremos perante aquilo que poderemos chamar da ascensão da multipolaridade. Muitos aspectos contribuem para este debate, como o crescimento e desenvolvimento de alguns países, nomeadamente a China, Índia e Brasil, o ressurgimento da Rússia na cena internacional, ou o fortalecimento da União Europeia, enquanto ator político.

Hoje poderemos dizer que a confrontação entre Estados verifica-se, acima de tudo, sobre o espectro económico, e é nesse sentido que hoje o poder dos Estados acaba por ser comparado, para além da componente militar que continua a ter a sua relevância, embora já não seja exclusiva. Exatamente porque a componente militar continua a ser preponderante para a afirmação dos Estados no sistema internacional é que a União Europeia tem sentido a sua influência enfraquecida, precisamente porque não dispõe de um corpo militar próprio, mas antes de uma disponibilidade militar dependente do contributo das forças nacionais.

Sim, de facto, o centro do tabuleiro mundial parece ter-se deslocado para o Oceano pacífico, situado entre os Estados Unidos e a Ásia, onde estão alguns dos Estados que se têm vindo a afirmar cada vez mais e a pôr em causa o poder norte-americano, como são os casos da China, Japão, Índia e mesmo a Rússia. Embora considere que os Estados Unidos continuam a deter um papel de liderança no sistema internacional, concordo que outros Estados se têm vindo a afirmar e poderão reequilibrar a distribuição de poder do globo.

Esta situação não representa, necessariamente, uma ameaça, mas antes uma alteração do quadro político mundial, cuja análise deverá ser reconsiderada, havendo a necessidade, porventura, de aplicar novos quadros interpretativos que permitam analisar o comportamento destas potências, ainda, emergentes. Isto justifica-se porque não é claro o objectivo que estes Estados pretendem, para além do seu crescimento e desenvolvimento. Será o de substituírem o poder norte-americano, será o de equilibrarem a balança de poder, reconfigurando, assim, o sistema internacional, ou serão outros os objectivos? Uma coisa é clara, para nós europeus, que nos vimos em risco de perdermos ainda mais relevância, a nossa perspectiva estratégica e política tem de se alterar, pois o mapa económico e político mundial já mudou.

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